segunda-feira, 21 de abril de 2008

A título de ensaio


vai ser criado um grupo experimental de "Descoberta e Desenvolvimento de estrategias de coping com o Stressgot" ( termo recem-utilizado para descrever os quadros já clássicos de nervosismo,tensão,irritabilidade,alterações de humor ,bem como a sensação de esgotamento , vazio , e falta de sentido da vida e dos seus movimentos,que as acompanha)


Mais noticias seguirão (programa, formadores,etc) brevemente.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Fim de tarde

Esse é o momento pior.Depois de deitada a massa fora,fica-se num vazio de receitas , de letras e de tudo. É aí,do vazio, que pode nascer uma obra creativa.Depois de deitar fora a massa do passado,das lagrimas e do não-vivido.
É muito,muito dificil.,esta parte da culinária.Vamos treinando.

terça-feira, 8 de abril de 2008

receita 2


Adicionar a alguns bons anos de vida ,duas mãos cheias de experiências (metade boas,metade más,mas todas de excelente qualidade e de aroma intenso), uma hora de soluços, duas horas de lagrimas, dois dias de arrependimento, uma semana de saudade. Juntar a gosto desilusões gota a gota ( devem ser das mais antigas e dolorosas ), terminando com uma pitada de rancor.

Ir mexendo,lenta e cadenciadamente,de preferencia na cozinha as escuras ou na cama,debaixo do edredon do antigo amor perdido,podendo ir temperando, quando necessário,de mais umas lágrimas de quando em quando. A musica aconselhada deve ser qq bom fado, Chopin ou se os hemisférios aguentarem,Roberto Carlos,no seu melhor.

Quando a acidez chegar ao ponto ( nota-se pelo aroma a flores secas de jazigo, pela tonalidade parda e pelo toque pegajozo ),o que deve demorar umas semanas,no minimo, pegar com ambas as mãos na massa, amassá-la ainda durante uns dias, olhá-la atentamente,e amurrá-la. Amurrar é um termo específico para este tipo de receita (deriva do vernáculo "dar murros em")

Amurra-se então a massa, enquanto se adicionam outos ingredientes a gosto,como,p.ex.raiva, sensação de tempo perdido, frustração,desejos de fazer telefonemas raivosos (pôr bastante..),e o que mais a imaginação e o talento culinário providenciarem.Convém colocar a música bem alto ( dependendo do gosto dos hemisferios,heavymetal ou Wagner)

Termina-se esta receita da forma creativa que qualquer cozinheiro/a desejar.

Podem-se fazer vários bolinhos ,que depois de cozidos durarão para sempre dentro das embalagens que só nós sabemos confeccionar,específicas para este tipo de culinária, e que poderemos ter sempre na mala, no carro na secretária, nas lembranças....

Pode-se fazer um pão gigantesco (pôr acúcar e canela por cima,para disfarçar a côr e o cheiro) e receber amigos (coitados..)uma vez por semana até acabar o pão e a paciência,quiçá a amizade.

Pode-se transformar a massa numa bola,que depois de cozida,é pintada de multiplas côres,pintalgada com vários tipos de flores e deitada a pontapé ,com coragem,mas com geito,ternura ,respeito e sem saudade numa rocha escarpada num qualquer fim de tarde.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Creatividade,genialidade e "actividade delirante"


Hoje tive outro encontro (chamado CONSULTA ) com um "doente" genial,um poeta fantástico com 21 anos, que me tem ensinado inúmeras coisas, como o decifrar das côres das carrinhas mágicas e dos perfis de personalidade dos contadores de histórias..

Fala,metafórica e sábiamente,como se de um monge budista ou um apóstolo de Cristo se tratasse.

Fico sempre mexida para continuar a mexer nestas mentes,apesar de a CONVENÇÃO e o BOM SENSO me trazerem para os gatos e a lareira.

Que dualidade, que contrasenso...!

Como conseguirei conjugar as carrinhas mágicas com os meus gatos(siameses e já de si demasiado mágicos...) e convencer os contadores de historias a contarem-nas a minha lareira??

Sem nos perdermos em viagens tontas e inuteis,mas em caminhos de investigação e alegria??