É uma cidade mágica,na sua indefinição de intimista ou cosmopolita
Corre-lhe nas veias do Vltava séculos de muitas histórias e passos
Elegante,culta e bela,a nada se assemelha aos seus habitantes,que são rudes e
pouco ou muito pouco educados.
No hotel, (5 estrelas),onde cheguei umas horas antes da colega com quem ia partilhar
o quarto, a empregada da recepção não compreendia a questão d termos ido em voos
diferentes,e insistia que eu "lived with her",apesar de eu dizer apenas que " would stay with her"
Confesso que à sua 3ª insistencia, tive que levantar a voz,questionando-a:"What do you meen???I m leaving with her??" Ela nunca percebendo,foi ajudada por um colega,que sabia falar inglês... e que não teria vindo em minha ajuda se eu não me tivesse "passado" (ficaria até à meia.noite a passear na ponte Karlof com as malas , cansaço e pés a rebentar...)
A colega portuguesa que não reconheci mas que se debatia com o mesmo problema,exactamente no mesmo momemto que eu,mas que teve a sorte de apanhar o rapaz que falava inglês, ligou-me minutos mais tarde para o quarto,que finalmente eu achergara,e ,rindo-se à gargalhada,convidou-me para almoçar,"apesar de ter ficado a saber que eu tinha mudado de orientação sexual"!!Eh! Eh!
Comecei bem os meus dias em praga,rindo,rindo e vestindo a minha parka de outouno,porque lá,de repente,é frio.E a noite começa cedo,como boa Europa que é
Aqui já não sei bem se somos Europa,ou o que somos,deve ser do sol...
Lá fora vimos o que somos,educados,cultos ,elegantes,falamo inglês tímido mas correcto,levamos o dinheiro de turistas ricos,embora não o possamos gastar ..(mas mais vergonhas,não,por favor..)
Somos um povo superior nas entranhas e costumes, mas não o somos de coragem nem de garra para nos mostrarmos ao mundo e para arriscarmos o que quer que seja
Estamos para aqui mudos e quase surdos,embora cheios de sabedoria,cultura e charme
Que pena,Portugal!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Praga
Sairei amanha bem na hora do orvalho para Pagra,cidade que eu desejo conhecer há muitos anos.Integrada num congresso mas com direitos de ET,imagine!!
Ansiosa por passear no Vltava e finalmente ver a Catedral de Vito e o Castelo...
Eu e a Margarida pensamos alugar um carro e percorrermos arredores,como fizemos há 10 anos na Eslovenia e foi bem pensado.
Curiosamente ontem fizemos ambas o mesmo: jantar com os "miúdos",(como chamamos aos nossos filhos adultos..),como se, sairmos soltas ,nos desse um prévio "quebranto de culpa de mãe antiga galinha"...)
Irei sózinha porque me decidi tarde e estava preocupada com assuntos que por Lisboa se estavam a resolver e talvez fosse necessaria a minha presença,mas como está tudo a resolver-se,soltei.me e aqui vou eu
Trarei muitas coisas,estou certa,nomeadamente fotos e "pensamentos"
OM SHANTI
Ansiosa por passear no Vltava e finalmente ver a Catedral de Vito e o Castelo...
Eu e a Margarida pensamos alugar um carro e percorrermos arredores,como fizemos há 10 anos na Eslovenia e foi bem pensado.
Curiosamente ontem fizemos ambas o mesmo: jantar com os "miúdos",(como chamamos aos nossos filhos adultos..),como se, sairmos soltas ,nos desse um prévio "quebranto de culpa de mãe antiga galinha"...)
Irei sózinha porque me decidi tarde e estava preocupada com assuntos que por Lisboa se estavam a resolver e talvez fosse necessaria a minha presença,mas como está tudo a resolver-se,soltei.me e aqui vou eu
Trarei muitas coisas,estou certa,nomeadamente fotos e "pensamentos"
OM SHANTI
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Comboio nocturno para Lisboa

O livro tão badalado de Pascal Mercier..e tão cuidadosa como apaixonadamente lido, contém,no final um tão aflito vazio que percebi,quando ontem acabei de ler as ultimas palavras o motivo pelo qual tive tanta dificuldade em chegar ao fim.Fui lendo outras coisas como "A Sombra do Vento",aconselhado pelo alfarrobista e pela Maria (no mesmo dia..), "Cobaias Humanas",que me está a arrepiar,Jung,etc
Ontem,pelo inicio da madrugada fechei o Comboio Nocturno e senti o vazio do Amadeu(ou a falta de não se sabe o quê).Como chegar a Finisterra sem regresso
sábado, 13 de setembro de 2008
11 setembro 2001

Tinha lá estado 3 meses antes.O congresso interessante, a companhia amiga e uma nova paixão.
Nunca tinha sonhado apaixonar-me por NY,sempre imaginara que aquela megalómana arquitectura me assustaria, que as sombras seriam excessivas e os nova-iorquinos burros
A surpresa foi magnifica. A cidade respirava alegria,dinamismo,organização e liberdade.Confusão,sim,mas organizada.Orgulho,sim,mas educado.Dispersão,sim,mas assinalada.
Uma cidade que não dorme,de facto,onde tudo fervilha,canta e descobre o novo a cada esquina.
O enorme pode não ser desfigurante,a variedade pode não ser alienante,a energia pode ser contagiante
A majesteza das torres,vistas do outro lado do braço,o sol a brilhá-las, o vento a tentá-las...
As margueritas e as saladas caesar magnificas, imensas e sempre diferentes...
As lojas com tudo o que a imaginação pode desejar
Os recantos cosy inesperados
A Broadway...
Para mim foi mágico este encontro,jurando voltar a experimentar muito em breve..
A noticia foi-me dada pelo telefone, no intervalo de consultas,pela amiga que me tinha acompanhado.A voz era trémula, o tom suave embora trágico.Pensei que ela estivesse a brincar ou enlouquecido.Vê a Tv,disse em tom mais enérgico,e desligou.
A consulta teria que prosseguir e eu não tinha TV no consultório.
Com as lágrimas engolidas e as dúvidas mantidas,recebi até à noitinha os meus pacientes,os últimos já confirmando e pormenorizando
Era um fim de tarde ainda quente,em Cascais
Liguei,a medo,a TV.Parecia um filme,não é possível,ainda agora eu lá estive..
Senti-me a desmanchar como as majestosas Torres
Medo,confusão,estranheza,loucura,impossibilidade..
O sol já caíra há mais de 1 hora.
Prenunciei mudanças profundas na humanidade.Se o impossivel acontecia, de sinal negativo,seguramente que poderiam surgir novos e profundos impossiveis de sinal positivo
É sempre este tipo de pensamento que me acompanha nos momentos de crise.
Deus escreve direito por linhas as vezes muito tortas...mas continua a escrever.
Observemos o que tem vindo a acontecer desde então: guerras,ódios,sim,sempre assim será...
Mas parece estar a haver maior Consciência e maior solidariedade. Maior abertura e necessidade de clareza.Maior aceitação das idiossincrasias e crenças.Maior liberdade...
Assim quero crêr, pelas mudanças que observo
Não lhes quero chamar de loucura e de fim do mundo
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Encontros
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Reforma
Reformar,aposentar,despedir,suprimir...são sinónimos aflitivos e um pouco angustiantes.
Prefiro:confirmar,corrigir,instaurar,emendar,simplificar,reconstruir...
Assim seja.
Prefiro:confirmar,corrigir,instaurar,emendar,simplificar,reconstruir...
Assim seja.
domingo, 6 de julho de 2008
Verão em lisboa

Lisboa devia ser sempre fim de semana,vestida de cantos de pássaros ,silêncio de carros e de buzinas.
Amo esta cidade,lânguidamente lançada num rio para ela desconhecido,a que chamámos Tejo.Espreguiça-se em docas, cais, agora chamados marinas.Repousa agora no intervalo da violencia das horas de ponta. Descansa, descansada,respirando ar puro de uma noite sem carros nem ruídos, ouvindo um fado cantado no fim da rua...
Amo esta cidade destruida,reconstruida, fenix renascida .
É um ensinamento de dignidade e de resiliência,com que me identifico.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
outra historia ,continuação
Então começaram as meninas nos seguintes dizeres:
" São de que Universidade?"-perguntou uma voz brasileira
Depois de um silêncio ouviu-se uma gaga voz dizendo " Fizemos medicina na Suiça"..
Estive quase para me virar mas na minha contenção ouvi:" Suiça? Em que cidade?"
O silencio foi mais gago e longo,agradecido pelo empregado a perguntar pelos comeres e beberes..
Resumindo, pediram polvo,uma imperial a que se seguiram mais tres,e dois copos de vinho a que se seguiram mais quatro,enquanto a interessante conversa decorria.
"Então em que cidade estudaram Medicina?" perguntava inocentemente ou não (só nos olhos se lê a inocencia,de costas nem os anjos...)Num engasganço não provocado pelo polvo mas pela falta de cultura e memória lá veio: "Lausanne!!" Há,disse a voz brasileira,e em que Universidade?
Mudaram rápidamente de assunto,beberam mais um gole de vinho e começaram então os discursos.
Os discursos versavam "saberes" sobre aloe vera , tipo banha da cobra, as inumeras curas por elas efectuadas com tal substancia nos seus doentes nos seus consultorios,etc,etc,etc
Eu,que tinha pedido "iscas com elas",arrependi-me imenso.Só as iscas,ainda vá que não vá!!
Já começando a pensar em dar uma meia volta e perguntar às meninas onde tinham os respectivos CVs ( em Lausane ou na Reboleira ),ouvi isto: "Lá em casa só usamos pasta de dentes de neutrões!!É a única!!". Engoli um ultimo pedaço de isca, a chuva começava a querer voltar,e antes de começar a chorar de ser portuguesa, almoçar em Belém,ter doentes e consultórios....viemo-nos embora.Não fossem os neutrões "curarem-nos" de termos ouvidos e consciencia....
" São de que Universidade?"-perguntou uma voz brasileira
Depois de um silêncio ouviu-se uma gaga voz dizendo " Fizemos medicina na Suiça"..
Estive quase para me virar mas na minha contenção ouvi:" Suiça? Em que cidade?"
O silencio foi mais gago e longo,agradecido pelo empregado a perguntar pelos comeres e beberes..
Resumindo, pediram polvo,uma imperial a que se seguiram mais tres,e dois copos de vinho a que se seguiram mais quatro,enquanto a interessante conversa decorria.
"Então em que cidade estudaram Medicina?" perguntava inocentemente ou não (só nos olhos se lê a inocencia,de costas nem os anjos...)Num engasganço não provocado pelo polvo mas pela falta de cultura e memória lá veio: "Lausanne!!" Há,disse a voz brasileira,e em que Universidade?
Mudaram rápidamente de assunto,beberam mais um gole de vinho e começaram então os discursos.
Os discursos versavam "saberes" sobre aloe vera , tipo banha da cobra, as inumeras curas por elas efectuadas com tal substancia nos seus doentes nos seus consultorios,etc,etc,etc
Eu,que tinha pedido "iscas com elas",arrependi-me imenso.Só as iscas,ainda vá que não vá!!
Já começando a pensar em dar uma meia volta e perguntar às meninas onde tinham os respectivos CVs ( em Lausane ou na Reboleira ),ouvi isto: "Lá em casa só usamos pasta de dentes de neutrões!!É a única!!". Engoli um ultimo pedaço de isca, a chuva começava a querer voltar,e antes de começar a chorar de ser portuguesa, almoçar em Belém,ter doentes e consultórios....viemo-nos embora.Não fossem os neutrões "curarem-nos" de termos ouvidos e consciencia....
outra história
Estando de férias por uns curtos dias, levei os meus pais ,de provecta idade como se imagine...a almoçar a Belém. Difícil o trajecto (Lisboa em chuva, fim do mês,etc), pior o estacionamento do carro. Tinha (ponho no passado ,depois de longa conversa com a firma de leasing com a qual fiz o "negocio"~,o carro está à venda ou entrega a quem o quiser a partir de hoje) uma VW passat,não para "inlglês ver" mas para trabalho ir e vir.
Depois de descoberto um buraquinho por um meu antigo paciente, que achou pouco a moeda que lhe dei pela sua maçada, lá fomos descobrir um qualquer restaurante de comida tradicional portuguesa,bem a nosso gosto.Graças a Deus que veio o Sol e sentámo-nos numa das simpáticas esplanadas que olham a Torre.
Na mesa colada as minhas costas ,sentaram-se três meninas,rondando a 3ª,4ª década de vida e uma classe média típica ( metade roupa de marca,metade loja do chinês).Tudo bem,desde que não falassem tão alto e ...já conto o resto.
Depois de descoberto um buraquinho por um meu antigo paciente, que achou pouco a moeda que lhe dei pela sua maçada, lá fomos descobrir um qualquer restaurante de comida tradicional portuguesa,bem a nosso gosto.Graças a Deus que veio o Sol e sentámo-nos numa das simpáticas esplanadas que olham a Torre.
Na mesa colada as minhas costas ,sentaram-se três meninas,rondando a 3ª,4ª década de vida e uma classe média típica ( metade roupa de marca,metade loja do chinês).Tudo bem,desde que não falassem tão alto e ...já conto o resto.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Para rir ou para chorar
Numa das minha ultimas urgencias,dei alta nada subita nem pouco elaborada a uma doente que estava no SO ha mais de uma semana (no corredor) por historia de alterações do humor e actividade deliroide mistica.A doente estva bem, pedindo alta insistententemente, o que era natural,devido a seu estado mais equilibrado e lucido e as pessimas condiçoes hoteleiras.
Já não falava com Deus nem via Santos, aceitava tratar-se por estar doente,e o pai e marido responsabilizaram-se pela assistencia no domicilio,indo-me ver novamente no meu proximo turno de urgencia,atendendo a que as consultas da zona estavam com larga fila de espera.
Sorrimos,jurámos amor e força e despedimo-nos.
Continuara proximo episodio brevemente.
Já não falava com Deus nem via Santos, aceitava tratar-se por estar doente,e o pai e marido responsabilizaram-se pela assistencia no domicilio,indo-me ver novamente no meu proximo turno de urgencia,atendendo a que as consultas da zona estavam com larga fila de espera.
Sorrimos,jurámos amor e força e despedimo-nos.
Continuara proximo episodio brevemente.
sábado, 10 de maio de 2008
Neste mes de Fatima

os peregrinos continuam os seus passos.No meu trabalho de psiquiatra, ainda institucional, os mesmos passos começarão,num turno forte,de 24 horas. É a minha forma de percorrer o caminho peregrino, a minha forma de prece, a minha forma de amar.
Ontem,dia 9 de maio,conforme noticiado,ocorreu reunião no nosso espaço,com resultados muito bons e inesperados.Noticias breves ocorrerão.
Lembrem-se dos poetas e profetas que nos disseram que o caminho é feito de passos e que os passos são feitos de caminhos de amor.
Continuo a acreditar que todos os caminhos do progresso,da creatividade,da cura e de todo e qq tipo de mudança,só se podem desenvolver,de uma forma sólida,verdadeira e duradoura,através do amor.
É sobre este tema que doutoro e vivo.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
sobre o nosso mentor...
Imagine there's no heavenIt's easy if you tryNo hell below usAbove us only skyImagine all the peopleLiving for todayImagine there's no countriesIt isn't hard to doNothing to kill or die forAnd no religion tooImagine all the peopleLiving life in peaceYou may say,I'm a dreamerBut I'm not the only oneI hope some dayYou'll join usAnd the world will be as oneImagine no possessionsI wonder if you canNo need for greed or hungerA brotherhood of manImagine all the peopleSharing all the worldYou may say,I'm a dreamerBut I'm not the only oneI hope some dayYou'll join usAnd the world will be as one
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Torbelinho de ideias
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A título de ensaio

vai ser criado um grupo experimental de "Descoberta e Desenvolvimento de estrategias de coping com o Stressgot" ( termo recem-utilizado para descrever os quadros já clássicos de nervosismo,tensão,irritabilidade,alterações de humor ,bem como a sensação de esgotamento , vazio , e falta de sentido da vida e dos seus movimentos,que as acompanha)
Mais noticias seguirão (programa, formadores,etc) brevemente.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Fim de tarde
Esse é o momento pior.Depois de deitada a massa fora,fica-se num vazio de receitas , de letras e de tudo. É aí,do vazio, que pode nascer uma obra creativa.Depois de deitar fora a massa do passado,das lagrimas e do não-vivido.
É muito,muito dificil.,esta parte da culinária.Vamos treinando.
É muito,muito dificil.,esta parte da culinária.Vamos treinando.
terça-feira, 8 de abril de 2008
receita 2

Adicionar a alguns bons anos de vida ,duas mãos cheias de experiências (metade boas,metade más,mas todas de excelente qualidade e de aroma intenso), uma hora de soluços, duas horas de lagrimas, dois dias de arrependimento, uma semana de saudade. Juntar a gosto desilusões gota a gota ( devem ser das mais antigas e dolorosas ), terminando com uma pitada de rancor.
Ir mexendo,lenta e cadenciadamente,de preferencia na cozinha as escuras ou na cama,debaixo do edredon do antigo amor perdido,podendo ir temperando, quando necessário,de mais umas lágrimas de quando em quando. A musica aconselhada deve ser qq bom fado, Chopin ou se os hemisférios aguentarem,Roberto Carlos,no seu melhor.
Quando a acidez chegar ao ponto ( nota-se pelo aroma a flores secas de jazigo, pela tonalidade parda e pelo toque pegajozo ),o que deve demorar umas semanas,no minimo, pegar com ambas as mãos na massa, amassá-la ainda durante uns dias, olhá-la atentamente,e amurrá-la. Amurrar é um termo específico para este tipo de receita (deriva do vernáculo "dar murros em")
Amurra-se então a massa, enquanto se adicionam outos ingredientes a gosto,como,p.ex.raiva, sensação de tempo perdido, frustração,desejos de fazer telefonemas raivosos (pôr bastante..),e o que mais a imaginação e o talento culinário providenciarem.Convém colocar a música bem alto ( dependendo do gosto dos hemisferios,heavymetal ou Wagner)
Termina-se esta receita da forma creativa que qualquer cozinheiro/a desejar.
Podem-se fazer vários bolinhos ,que depois de cozidos durarão para sempre dentro das embalagens que só nós sabemos confeccionar,específicas para este tipo de culinária, e que poderemos ter sempre na mala, no carro na secretária, nas lembranças....
Pode-se fazer um pão gigantesco (pôr acúcar e canela por cima,para disfarçar a côr e o cheiro) e receber amigos (coitados..)uma vez por semana até acabar o pão e a paciência,quiçá a amizade.
Pode-se transformar a massa numa bola,que depois de cozida,é pintada de multiplas côres,pintalgada com vários tipos de flores e deitada a pontapé ,com coragem,mas com geito,ternura ,respeito e sem saudade numa rocha escarpada num qualquer fim de tarde.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Creatividade,genialidade e "actividade delirante"

Hoje tive outro encontro (chamado CONSULTA ) com um "doente" genial,um poeta fantástico com 21 anos, que me tem ensinado inúmeras coisas, como o decifrar das côres das carrinhas mágicas e dos perfis de personalidade dos contadores de histórias..
Fala,metafórica e sábiamente,como se de um monge budista ou um apóstolo de Cristo se tratasse.
Fico sempre mexida para continuar a mexer nestas mentes,apesar de a CONVENÇÃO e o BOM SENSO me trazerem para os gatos e a lareira.
Que dualidade, que contrasenso...!
Como conseguirei conjugar as carrinhas mágicas com os meus gatos(siameses e já de si demasiado mágicos...) e convencer os contadores de historias a contarem-nas a minha lareira??
Sem nos perdermos em viagens tontas e inuteis,mas em caminhos de investigação e alegria??
domingo, 30 de março de 2008
bilhete de ida e volta
Tal como as lembranças de amores perdidos, do nosso conhecido poeta e cantor basco, lembrei-me do conselho do meu conhecido e não perdido psicanalista ( Eduardo Luis Cortesão), já lá vão mais que 20 e tal anos... "Nunca se esqueçam, vocês das viagens...Comprem sempre, sempre ..bilhete de ida e volta".Referia-se a nós,futuros terapeutas...Alguns ouviram-no com os ouvidos,outros ,com a alma. Espero ter pertencido aos 2 grupos.
Ensino este "poema"quando os ventos não me arrastam para outros des"ensinamentos",,de que depois falarei...
Ensino este "poema"quando os ventos não me arrastam para outros des"ensinamentos",,de que depois falarei...
RECEITA MAGICA_Ingredientes(todos nós)mais fermento (alguns de nós)
Juntam-se os possiveis ingredientes ( em altura de todas as crises..nomeadamente de pessoas gredíveis..e credíveis...) ,aquece-se o ambiente em lareira,5 kgs de azinho,4 de sobro e o possível de pinheiro. Junta-se uma pitada de riso e um enorme abraço de amizade.Deixa-se em lume brando mexendo, de quando em quando, em suaves risadas e lembranças.As lágrimas, se soltas e livres,serão prenúncio de bom resultado,porque temperarão do pouco sal da crise picado.
Deixa-se em lume semi-esquecido mas bem temperado das várias especiarias de que o tempo e o afecto são esculpidos.Quando tiramos "as roupas" e nos esqueçemos de quem nos chamou o nome que temos, e nos lembramos de quem somos, e do nome que temos, o cozinhado deve estar "no ponto".Aí, será conveniente provarmos de novo os "gredientes" (não é difícil,é uma questão de treino do olhar...) e os ingredientes. Os que estiverem a mais deitam-se fora.
Quanto às especiarias, poder-se ão colocar mais algumas pitadas q.b.,tipo saudade, esperança,entusiasmo e quanto ao amor,pode-se por mais uma colher de sopa bem cheia.Fica sempre bem no final de todas obras,nomeadamente de culinária.
BOA SORTE,para os proximos cozinhados!!
Deixa-se em lume semi-esquecido mas bem temperado das várias especiarias de que o tempo e o afecto são esculpidos.Quando tiramos "as roupas" e nos esqueçemos de quem nos chamou o nome que temos, e nos lembramos de quem somos, e do nome que temos, o cozinhado deve estar "no ponto".Aí, será conveniente provarmos de novo os "gredientes" (não é difícil,é uma questão de treino do olhar...) e os ingredientes. Os que estiverem a mais deitam-se fora.
Quanto às especiarias, poder-se ão colocar mais algumas pitadas q.b.,tipo saudade, esperança,entusiasmo e quanto ao amor,pode-se por mais uma colher de sopa bem cheia.Fica sempre bem no final de todas obras,nomeadamente de culinária.
BOA SORTE,para os proximos cozinhados!!
sábado, 29 de março de 2008
Reflexões again
Retomei o serviço ao fim de muitas semanas de baixa, não porque devesse mas porque pretendo ainda verificar e confirmar alguns fenómenos:
- A saude mental dos tecnicos, nomeadamente dos da saude mental ( atraves de cuidadosas tecnicas de avaliação qualitativa, nomeadamente a observação )
- A possibilidade de terminar a investigação para a tese de mestrado.
- Através do role playing,que continuará mas com alterações de papéis, testar as minhas capacidades e limites,bem como as dos outros.(pedi a demissão do cargo de direcção)
- A possibilidade de introduzir REALMENTE outras abordagens não farmacológicas nos nossos doente
Mas está a ser complicado...
sexta-feira, 21 de março de 2008
Dor de cabeça e aspirina
Sempre me revoltou, nas abordagens medicas em geral e nas psiquiatricas em particular, a admnistração medicamentosa automática,inquestionável e linear. Para um sintoma,um fármaco.Para um sintoma resistente,muitos fármacos,para baralhar ainda mais a questão.Perceber o sintoma é que não,dá muito trabalho..Ouvir o doente,com olhos de ouvir é que não se aprende nem quer aprender...Porque assumimos que os sintomas são resultado de disfunção bioquimica? Porque não compreendemos,que , sendo corpo e alma, mente e espirito,tudo se traduz como se em linguas diferentes,nas diversas esferas? Acreditar molemente que uma cefaleia que alivia com acido acetil salicilico se deve a carência do mesmo,é tudo menos pensamento (já não digo científico..)
Normolite again
encontrei este conceito já inventado e debatido por outros "cérebros", já de há uns anitos para cá...o que vem confirmar a minha tese de que nada é nossa propriedade...
Ora bem, já o grupo de Pierre weil tem vindo a trabalhar o conceito de "normose"..e grupos de autistas criaram com imenso sentido de humor um Instituto para "NORMOTÍPICOS"..Eh! Eh!!,que consideram ,apesar de constituirem a maioria dos seres humanos, ser gravemente doentes por partilharem uma forma alterada de pensamento, que nomeiam "delirio social"....
Enfim, muitos neuronios a porem em causa conceitos de normalidade...o que é prenuncio favorável para a saude mental do planeta
E um pequeno acontecimento sincronistico a põr a vossa consideração: encontrei hoje a mesma foto que inaugura actualmente este blog e que conheço há bastante tempo, a abrir outro blog que entretanto momentaneamente perdi,mas ligado as Artes e humanidades no ensino medico,assunto que tb me anda a interessar.( parece que o pensamento divergente e as potencialidades do hemisferio não dominante andam tambem a interessar outros neuronios....)
Ora bem, já o grupo de Pierre weil tem vindo a trabalhar o conceito de "normose"..e grupos de autistas criaram com imenso sentido de humor um Instituto para "NORMOTÍPICOS"..Eh! Eh!!,que consideram ,apesar de constituirem a maioria dos seres humanos, ser gravemente doentes por partilharem uma forma alterada de pensamento, que nomeiam "delirio social"....
Enfim, muitos neuronios a porem em causa conceitos de normalidade...o que é prenuncio favorável para a saude mental do planeta
E um pequeno acontecimento sincronistico a põr a vossa consideração: encontrei hoje a mesma foto que inaugura actualmente este blog e que conheço há bastante tempo, a abrir outro blog que entretanto momentaneamente perdi,mas ligado as Artes e humanidades no ensino medico,assunto que tb me anda a interessar.( parece que o pensamento divergente e as potencialidades do hemisferio não dominante andam tambem a interessar outros neuronios....)
sexta-feira, 14 de março de 2008
crise 2

penso que "crise" é antítese da doença, assumida e definida ,na medida em que a primeira DEFINE e apresenta subliminarmente uma solução, ao passo que doença inscreve-se no território da INDEFINIÇÃO ,como tal, de difícil solução
A crise é o pedido de ajuda, é o grito.
É a febre das doenças outras,do corpo. É o sinal de alerta de disfunções diversas.É o certo momento.
Se bem gerida, a crise dissolve parâmetros doentios e relembra caminhos de equilibrio ,
de forma a que o individuo em crise perceba os desencadeantes e os motivantes.
E se motive e se desncadeeie para alterar ambos.
É apaixonante trabalhar em crise e na crise.Porque se trata de criar mundos novos e relações diferentes.Acrescidas do saborear do erro,do conflito,e do erraneante cheiro do desconhecido.
Ensinar a viver a crise é uma gesto poético
Reflexões 3

Não vou ainda falar de crise. Vou apenas deixar escrita uma intenção outra: a de que ,neste "movimento", que sinto estar a tomar alguma forma,ningúem se atreva a tomar protagonismos.O processo terá orientações e lideranças mas nunca chefes de nada nem de ninguém. Toda a mudança é grupal, é feita de várias forças e energias e a falsa ideia de que há um deus ou uma deusa,refere-se apenas a histórias de fadas.
Agradeço a historiadores ou homens de memórias que contem ou recontem movimentos de mudança feitos apenas por uma pessoa ....( esqueçamo-nos de loucos.. e lembremo-nos apenas de mudanças significativas e/ construtivas)
Não compreendo porque ninguém comenta!!....Serão ainda resquícios da PIDE??
Don t worry.. Be free...
and if you can...BE HAPPY
and tell us something, about your feelings and doubts,about your dreams ans sorrows,about YOU!!
please....
crise

crise e intervenção de crise,sempre foram temas do meu interesse a nível geral, e nomeadamente na minha profissão.Este será um dos meus próximos tópicos de reflexão,e ,espero,de debate...
Não há crise sem mudança,tal como não há mudança sem crise. São os contornos evolutivos destes fenómenos que ditarão futuros.
segunda-feira, 10 de março de 2008
reflexões 2

continuando...
Sem retirar a necessidade,diria básica,quase de sobrevivência, de "nos " possuirmos, ou seja ,de sermos donos de nós próprios, na nossa face egóica ( o que nos personaliza e define ), o que me parece ser mais importante chegar é à nossa transcendência ( aquilo que não possuímos,porque é inerente a toda a natureza,aquilo que é partilhado,aquilo que é comum a todos,como o ar que respiramos numa sala,ou o mesmo sol que nos bronzeia na praia). Chamam-lhe de muitas coisas,desde "self" a alma,desde inconsciente a Deus,desde universo auto-consciente a budha.
Odeio nomes e definições,apenas jogo com elas.
"O essencial é invisível com os olhos" disse Saint-Exupery e disse Jesus e digo eu. Quem disse?
Aquilo que nos pode ajudar a seguirmos este curto percurso terrestre é sentirmos esta nossa dimensão. Para nos entendermos ,e também para nos originalizarmos (mas seguramente que alguem deste ou doutro planeta a utiliza ou utilizou...),chamemos-lhe supramental.
quatro cavaletes
Hoje fui comprar 4 cavaletes e 2 pranchas, para recomeçar as minhas "actividades plásticas..".nesta minha nova casa. O sótão é o que está mesmo a pedir, na intimidade e silêncio em que descansa. Andava há semanas para fazer isto,mas foi,penso,a mornice desta 2ª2ªfeira deste março, que não retrata o ditado, porque já são 4 da tarde e o verão ainda não chegou.
Acompanhando os meus pais a Carcavelos, depois de outro fim de semana épico, que depois realatarei, avancei para Alcabideche para a alta especializada loja de todos os mais variados e "esquisit" materiais e adereços para as nossas casinhas, com equipas de atendimento personalizado e super-competente, que todos conhecemos.
Diriji-me ao departamento de madeiras que estava sem vivalma. A todos os meninos com etiqueta na camisa e a todas as meninas de laçinho ao pescoço que vi, perguntei em vão quem atendia nas madeiras. Olhavam-me com olhar vago e distraído,ligeiramente bovino .Pensei que podia ser do clima enevoado, da ressaca do fim de semana, ou talvez do ambiente circundante rural , e consegui não me irritar. Entrei então dentro da serração ,onde conversavam plácidamente dois meninos. Aí, perguntei quem me podia atender sobre cavaletes. Cavaletes? respondeu um menino,dirigindo-se na minha direcção. Sim,cavaletes..respondi. Cavaletes?-continuou, com o mesmo olhar dos colegas. Sim,cavaletes.disse eu,um pouco mais alto
Depois de um silêncio que o outro menino não interrompeu, eu perguntei : Nâo sabe o que são?
Bem minha senhora,de facto... Olhe ,disse eu,venha comigo. Encaminhei-o então para uma enorme secção de diversos cavaletes,de várias formas,materiais e preços. "AH! O que a senhora quer é isto !" É,disse eu, têm agora outro moderno nome? Sem responder, foi-me mostrando com gestos os diversos modelos. OK,disse eu,só preciso de saber os preços e de pranchas de madeira de cerca de 120cm. Ao fim de largos minuto, vários papeis escritos e vários telefonemas,explicou-me que era "novo na casa" e ..etc...Entendi que a unica forma de me despachar era raciocinar em termos de preços :"Quais os mais baratos?" e lá o ajudei a verificar.
E as pranchas,onde estão-perguntei,já um pouco indecisa em relação a esta compra...
AH,as pranchas estão aqui,qtas quer? Bem,disse eu..qt custam as de 120cm? Só temos com 100cm e são a 12 euros,não,mas estão aqui 2 com 120cm e pouco mais caras-disse o menino.
É isso mesmo, estamos despachados,disse eu, ansiosa por sair daquele ambiente molenga,
incompetente e irritante.
Na caixa confrontei-me ,depois de uma longa fila de gente mal encarada, com uma conta de mais 80 euros do que contava..mas..comecei a dizer... "Tanto?" "Minha senhora, está aqui o que a senhora escolheu"..mais os 25 euros da entrega".. Eu tentava decifrar o enignma da conta, com a rapidez habitual mas que não foi a suficiente para o educado cavalheiro que me seguia na fila não começasse a bufar e logo de seguida a argumentar inteligencias...Olhei-o ao que ele fingiu ignorar, virou-se ,praguejando e enfiando-se noutra fila ainda maior ( o que confirmou os seus argumentos..), a caixa de mão aberta para receber o dinheiro, a irritação a fervilhar-me nas entranhas..Disse-: " Eu não estava a contar com este valor,deve haver algum engano!",ao que a caixa, argumentando ao mesmo estilo do vizinho da fila. " Ó minha senhora,são 4 canivetes e 2 pranchas de 120cm,certo?" . Aí,tive desculpa para desabafar,e dei uma enorme gargalhada.
Ficou tudo a olhar para mim e a afastar-se para a outra fila,receando seguramente que eu fosse alguma louca tresmalhada. "Vou chamar o meu coordenador , a senhora está a ofender-me e a causar distúrbios na nossa loja"-disse a brilhante caixa.Aí ,com uma vontadinha enorme de lhe dar um estalo e de sair, mas cheia de vontade de vir experimentar as aguarelas, disse: "Há um engano,mas eu vou pagar e depois esclareço ,quanto é"?,que era a unica coisa que ela queria ouvir,estúpida de nascença ou estupidificada pelo creativo trabalho.
Venho a esclarecer,depois de muitas antipatias e acusações ,e uma boa meia hora passada,que o experiente e competente rapaz que me tinha atendido, eficaz e personalizadamente, se tinha enganado em mais de 35 euros por prancha,a meu desfavor, e em cerca de 70 centimos por "canivete" eh!eh! ,a meu favor.Que grande país,que grandes serviços,que grandes pessoas que nos rodeiam!!...
Vim farta e irritada das tristes constatações.
Somos,sempre fomos,um povo preguiçoso,trapalhão,mal-disposto ,e mal educado. Não é do
Sócrates (só). E nesta 2ª2ªfeira deste março que não é marçagão, tudo isto me tirou a vontade de me iniciar na aguarela. Estes vírus contagiam...Vá lá que me deu para escrever e não para embirrar ou ir roubar para a estrada!..
Acompanhando os meus pais a Carcavelos, depois de outro fim de semana épico, que depois realatarei, avancei para Alcabideche para a alta especializada loja de todos os mais variados e "esquisit" materiais e adereços para as nossas casinhas, com equipas de atendimento personalizado e super-competente, que todos conhecemos.
Diriji-me ao departamento de madeiras que estava sem vivalma. A todos os meninos com etiqueta na camisa e a todas as meninas de laçinho ao pescoço que vi, perguntei em vão quem atendia nas madeiras. Olhavam-me com olhar vago e distraído,ligeiramente bovino .Pensei que podia ser do clima enevoado, da ressaca do fim de semana, ou talvez do ambiente circundante rural , e consegui não me irritar. Entrei então dentro da serração ,onde conversavam plácidamente dois meninos. Aí, perguntei quem me podia atender sobre cavaletes. Cavaletes? respondeu um menino,dirigindo-se na minha direcção. Sim,cavaletes..respondi. Cavaletes?-continuou, com o mesmo olhar dos colegas. Sim,cavaletes.disse eu,um pouco mais alto
Depois de um silêncio que o outro menino não interrompeu, eu perguntei : Nâo sabe o que são?
Bem minha senhora,de facto... Olhe ,disse eu,venha comigo. Encaminhei-o então para uma enorme secção de diversos cavaletes,de várias formas,materiais e preços. "AH! O que a senhora quer é isto !" É,disse eu, têm agora outro moderno nome? Sem responder, foi-me mostrando com gestos os diversos modelos. OK,disse eu,só preciso de saber os preços e de pranchas de madeira de cerca de 120cm. Ao fim de largos minuto, vários papeis escritos e vários telefonemas,explicou-me que era "novo na casa" e ..etc...Entendi que a unica forma de me despachar era raciocinar em termos de preços :"Quais os mais baratos?" e lá o ajudei a verificar.
E as pranchas,onde estão-perguntei,já um pouco indecisa em relação a esta compra...
AH,as pranchas estão aqui,qtas quer? Bem,disse eu..qt custam as de 120cm? Só temos com 100cm e são a 12 euros,não,mas estão aqui 2 com 120cm e pouco mais caras-disse o menino.
É isso mesmo, estamos despachados,disse eu, ansiosa por sair daquele ambiente molenga,
incompetente e irritante.
Na caixa confrontei-me ,depois de uma longa fila de gente mal encarada, com uma conta de mais 80 euros do que contava..mas..comecei a dizer... "Tanto?" "Minha senhora, está aqui o que a senhora escolheu"..mais os 25 euros da entrega".. Eu tentava decifrar o enignma da conta, com a rapidez habitual mas que não foi a suficiente para o educado cavalheiro que me seguia na fila não começasse a bufar e logo de seguida a argumentar inteligencias...Olhei-o ao que ele fingiu ignorar, virou-se ,praguejando e enfiando-se noutra fila ainda maior ( o que confirmou os seus argumentos..), a caixa de mão aberta para receber o dinheiro, a irritação a fervilhar-me nas entranhas..Disse-: " Eu não estava a contar com este valor,deve haver algum engano!",ao que a caixa, argumentando ao mesmo estilo do vizinho da fila. " Ó minha senhora,são 4 canivetes e 2 pranchas de 120cm,certo?" . Aí,tive desculpa para desabafar,e dei uma enorme gargalhada.
Ficou tudo a olhar para mim e a afastar-se para a outra fila,receando seguramente que eu fosse alguma louca tresmalhada. "Vou chamar o meu coordenador , a senhora está a ofender-me e a causar distúrbios na nossa loja"-disse a brilhante caixa.Aí ,com uma vontadinha enorme de lhe dar um estalo e de sair, mas cheia de vontade de vir experimentar as aguarelas, disse: "Há um engano,mas eu vou pagar e depois esclareço ,quanto é"?,que era a unica coisa que ela queria ouvir,estúpida de nascença ou estupidificada pelo creativo trabalho.
Venho a esclarecer,depois de muitas antipatias e acusações ,e uma boa meia hora passada,que o experiente e competente rapaz que me tinha atendido, eficaz e personalizadamente, se tinha enganado em mais de 35 euros por prancha,a meu desfavor, e em cerca de 70 centimos por "canivete" eh!eh! ,a meu favor.Que grande país,que grandes serviços,que grandes pessoas que nos rodeiam!!...
Vim farta e irritada das tristes constatações.
Somos,sempre fomos,um povo preguiçoso,trapalhão,mal-disposto ,e mal educado. Não é do
Sócrates (só). E nesta 2ª2ªfeira deste março que não é marçagão, tudo isto me tirou a vontade de me iniciar na aguarela. Estes vírus contagiam...Vá lá que me deu para escrever e não para embirrar ou ir roubar para a estrada!..
Reflexões
sobre individualismo e corporativismo..
Parece-me não ter havido ,na história dos homens,nenhuma mudança ou movimento significativos, em termos individuais. Tudo aquilo que "ficou na história" refere-se a algumas pessoas singulares,sim, mas isso por necessidades culturais (dar o nome a, definir o quê ), que a cultura a devir ,nomeadamente a sua vertente científica (física quântica, neurociências, biologia molecular..e outros palavrões) transformará em grupos ou movimentos de pessoas.
Quero dizer que me parece que não haverá futuramente a descoberta do Sr Einstein,nem o livro do Sr Maugham nem a sinfonia do Sr Bethoven e muito menos os milagres de Jesus.
Nenhum ser significativo o foi , sem os seus parceiros e sem os seus contextos.
Se é verdade que o objecto não existe sem sujeito, para mim constatação lapalissiana, então o que são observadores e actuantes? qual a diferença?
Quem faz o livro? O escritor,certo. Quem lhe atribui significado ?
De quem é a responsabilidade das palavras escritas e dos conceitos subjacentes? Acham que o Fernando Pessoa o foi ,desde que nasceu, só de bafo divino? Não me parece. Construiu-se como a pessoa que se deu a conhecer, pelos vários contextos que a vida lhe proporcionou, pelas várias relações com os outros que estabeleceu,pelas várias companhias e estímulos com que viveu,pelos vários livros que leu,com as mesmíssimas palavras e conceitos com que escreveu...
A palavra que escrevo,a ideia que penso, não são minha propriedade. Tal como cozinhar uma feijoada . Sei lá com quantas pessoas e em quantos livros de receitas eu colhi as informações necessárias para fazer "a minha feijoada"? Porquê "minha"?
OK!! É a forma única daquela feijoada feita naquele momento por aquela pessoa com aqueles ingredientes ! É a originalidade, a genialidade de se fazer a coisa certa no momento certo,com a dose certa de sal e de feijão. Mas isso não é singular nem divino. É a forma pura da natureza se manifestar,como a côr de uma borboleta ou o contorno de uma onda.
Quero dizer que as "nossas palavras" e as "nossas feijoadas" não nos pertencem, mas sim a um sem-número de fenómenos,pessoas e experiências.
Não estou a apregoar nenhuma filosofia nova barata e muito menos a reflectir sobre budismo e unicidade. Apenas me debruço num fenómeno humano ,que me apaixona desde a infancia,como tudo o que se trate de humanos e mentes, que é a sua necessidade de possuir ( nomes, casas, titulos,contas bancárias,mulheres,maridos,filhos..), de demarcar territórios, de ter marca. (não só como o carro e o cão)
Penso que se este engano filosófico fosse sanado, o mundo seria mais equlibrado e as pessoas mais felizes. Quem escreveu estas fantásticas palavras : "Eu sou eu e as minhas circunstancias"?
Lá está: queremos é saber QUEM foi o dono destas palavras, sem percebermos que elas são do mundo. Ele só as divulgou...Acho que se divulga melhor,na actualidade( uma ideia ou um conjunto de ideias ) em grupo ,em conjunto.
Um livro pode ser "meu",escrito "por mim",ok.Mas esse livro não terá qualquer significado sem o mundo participante,seja a escrever,seja a ler, que são duas actividades quase equivalentes...
Continuo...
Parece-me não ter havido ,na história dos homens,nenhuma mudança ou movimento significativos, em termos individuais. Tudo aquilo que "ficou na história" refere-se a algumas pessoas singulares,sim, mas isso por necessidades culturais (dar o nome a, definir o quê ), que a cultura a devir ,nomeadamente a sua vertente científica (física quântica, neurociências, biologia molecular..e outros palavrões) transformará em grupos ou movimentos de pessoas.
Quero dizer que me parece que não haverá futuramente a descoberta do Sr Einstein,nem o livro do Sr Maugham nem a sinfonia do Sr Bethoven e muito menos os milagres de Jesus.
Nenhum ser significativo o foi , sem os seus parceiros e sem os seus contextos.
Se é verdade que o objecto não existe sem sujeito, para mim constatação lapalissiana, então o que são observadores e actuantes? qual a diferença?
Quem faz o livro? O escritor,certo. Quem lhe atribui significado ?
De quem é a responsabilidade das palavras escritas e dos conceitos subjacentes? Acham que o Fernando Pessoa o foi ,desde que nasceu, só de bafo divino? Não me parece. Construiu-se como a pessoa que se deu a conhecer, pelos vários contextos que a vida lhe proporcionou, pelas várias relações com os outros que estabeleceu,pelas várias companhias e estímulos com que viveu,pelos vários livros que leu,com as mesmíssimas palavras e conceitos com que escreveu...
A palavra que escrevo,a ideia que penso, não são minha propriedade. Tal como cozinhar uma feijoada . Sei lá com quantas pessoas e em quantos livros de receitas eu colhi as informações necessárias para fazer "a minha feijoada"? Porquê "minha"?
OK!! É a forma única daquela feijoada feita naquele momento por aquela pessoa com aqueles ingredientes ! É a originalidade, a genialidade de se fazer a coisa certa no momento certo,com a dose certa de sal e de feijão. Mas isso não é singular nem divino. É a forma pura da natureza se manifestar,como a côr de uma borboleta ou o contorno de uma onda.
Quero dizer que as "nossas palavras" e as "nossas feijoadas" não nos pertencem, mas sim a um sem-número de fenómenos,pessoas e experiências.
Não estou a apregoar nenhuma filosofia nova barata e muito menos a reflectir sobre budismo e unicidade. Apenas me debruço num fenómeno humano ,que me apaixona desde a infancia,como tudo o que se trate de humanos e mentes, que é a sua necessidade de possuir ( nomes, casas, titulos,contas bancárias,mulheres,maridos,filhos..), de demarcar territórios, de ter marca. (não só como o carro e o cão)
Penso que se este engano filosófico fosse sanado, o mundo seria mais equlibrado e as pessoas mais felizes. Quem escreveu estas fantásticas palavras : "Eu sou eu e as minhas circunstancias"?
Lá está: queremos é saber QUEM foi o dono destas palavras, sem percebermos que elas são do mundo. Ele só as divulgou...Acho que se divulga melhor,na actualidade( uma ideia ou um conjunto de ideias ) em grupo ,em conjunto.
Um livro pode ser "meu",escrito "por mim",ok.Mas esse livro não terá qualquer significado sem o mundo participante,seja a escrever,seja a ler, que são duas actividades quase equivalentes...
Continuo...
domingo, 9 de março de 2008
intenções hoje
Criar um grupimagine
Escrever um livro com o Paulo,o Miguel,a Maria,o Nuno e outros ( experiencia da crise e crise da experiencia)
Restruturar projectos da Integra (com ou sem Integra)
Mais direi ..diremos..
Escrever um livro com o Paulo,o Miguel,a Maria,o Nuno e outros ( experiencia da crise e crise da experiencia)
Restruturar projectos da Integra (com ou sem Integra)
Mais direi ..diremos..
terça-feira, 4 de março de 2008
Normolite
Parece-me um nome apropriado para uma doença infecciosa muito comum na nossa sociedade ocidental, caracterizada pela seguinte sintomatologia:
-inicio insidioso , habitualmente no inicio da adultície
-incapacidade de utilizar termos ou opiniões raras
-utilização de vestuário,práticas e costumes já utilizados por parceiros
-horror ao estranho e impróprio
-rejeição e atribuição de insanidade a não normolíticos
-negação total de inovação
-negação total de creatividade
-aceitação total e acrítica de normas utilizadas por parceiros
A normolite está a atingir ,de um forma assustadora,a população jovem,o que não acontecia anteriormente. Esta era uma camada da população a que o vírus não resistia, dedicando-se a infectar os mais velhos e instalados,social e estatutariamente.
Estão a ser descobertos antídotos e vacinas para evitar a progressão deste flagelo.
-inicio insidioso , habitualmente no inicio da adultície
-incapacidade de utilizar termos ou opiniões raras
-utilização de vestuário,práticas e costumes já utilizados por parceiros
-horror ao estranho e impróprio
-rejeição e atribuição de insanidade a não normolíticos
-negação total de inovação
-negação total de creatividade
-aceitação total e acrítica de normas utilizadas por parceiros
A normolite está a atingir ,de um forma assustadora,a população jovem,o que não acontecia anteriormente. Esta era uma camada da população a que o vírus não resistia, dedicando-se a infectar os mais velhos e instalados,social e estatutariamente.
Estão a ser descobertos antídotos e vacinas para evitar a progressão deste flagelo.
domingo, 2 de março de 2008
Neste primeiro dia do resto da minha vida

criei este blog.
Com esta relação interactiva espero desenvolver a nossa amizade, alegria e um estado emocional novo,descoberto por mim há minutos,chamado sempressão ( inspirada numa conversa sobre feijão, panelas e depressão).
Sempressão é o antónimo de depressão,é o estado de se estar bem,em equlibrio de humor,sem estar nem deprimido nem euforico (hipomania ou mania,tambem estados de doença).
Espero ajudá-los e ajudar-me tambem a mantermo-nos semprimidos e sem comprimidos
Com esta relação interactiva espero desenvolver a nossa amizade, alegria e um estado emocional novo,descoberto por mim há minutos,chamado sempressão ( inspirada numa conversa sobre feijão, panelas e depressão).
Sempressão é o antónimo de depressão,é o estado de se estar bem,em equlibrio de humor,sem estar nem deprimido nem euforico (hipomania ou mania,tambem estados de doença).
Espero ajudá-los e ajudar-me tambem a mantermo-nos semprimidos e sem comprimidos
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