Tal como as lembranças de amores perdidos, do nosso conhecido poeta e cantor basco, lembrei-me do conselho do meu conhecido e não perdido psicanalista ( Eduardo Luis Cortesão), já lá vão mais que 20 e tal anos... "Nunca se esqueçam, vocês das viagens...Comprem sempre, sempre ..bilhete de ida e volta".Referia-se a nós,futuros terapeutas...Alguns ouviram-no com os ouvidos,outros ,com a alma. Espero ter pertencido aos 2 grupos.
Ensino este "poema"quando os ventos não me arrastam para outros des"ensinamentos",,de que depois falarei...
domingo, 30 de março de 2008
RECEITA MAGICA_Ingredientes(todos nós)mais fermento (alguns de nós)
Juntam-se os possiveis ingredientes ( em altura de todas as crises..nomeadamente de pessoas gredíveis..e credíveis...) ,aquece-se o ambiente em lareira,5 kgs de azinho,4 de sobro e o possível de pinheiro. Junta-se uma pitada de riso e um enorme abraço de amizade.Deixa-se em lume brando mexendo, de quando em quando, em suaves risadas e lembranças.As lágrimas, se soltas e livres,serão prenúncio de bom resultado,porque temperarão do pouco sal da crise picado.
Deixa-se em lume semi-esquecido mas bem temperado das várias especiarias de que o tempo e o afecto são esculpidos.Quando tiramos "as roupas" e nos esqueçemos de quem nos chamou o nome que temos, e nos lembramos de quem somos, e do nome que temos, o cozinhado deve estar "no ponto".Aí, será conveniente provarmos de novo os "gredientes" (não é difícil,é uma questão de treino do olhar...) e os ingredientes. Os que estiverem a mais deitam-se fora.
Quanto às especiarias, poder-se ão colocar mais algumas pitadas q.b.,tipo saudade, esperança,entusiasmo e quanto ao amor,pode-se por mais uma colher de sopa bem cheia.Fica sempre bem no final de todas obras,nomeadamente de culinária.
BOA SORTE,para os proximos cozinhados!!
Deixa-se em lume semi-esquecido mas bem temperado das várias especiarias de que o tempo e o afecto são esculpidos.Quando tiramos "as roupas" e nos esqueçemos de quem nos chamou o nome que temos, e nos lembramos de quem somos, e do nome que temos, o cozinhado deve estar "no ponto".Aí, será conveniente provarmos de novo os "gredientes" (não é difícil,é uma questão de treino do olhar...) e os ingredientes. Os que estiverem a mais deitam-se fora.
Quanto às especiarias, poder-se ão colocar mais algumas pitadas q.b.,tipo saudade, esperança,entusiasmo e quanto ao amor,pode-se por mais uma colher de sopa bem cheia.Fica sempre bem no final de todas obras,nomeadamente de culinária.
BOA SORTE,para os proximos cozinhados!!
sábado, 29 de março de 2008
Reflexões again
Retomei o serviço ao fim de muitas semanas de baixa, não porque devesse mas porque pretendo ainda verificar e confirmar alguns fenómenos:
- A saude mental dos tecnicos, nomeadamente dos da saude mental ( atraves de cuidadosas tecnicas de avaliação qualitativa, nomeadamente a observação )
- A possibilidade de terminar a investigação para a tese de mestrado.
- Através do role playing,que continuará mas com alterações de papéis, testar as minhas capacidades e limites,bem como as dos outros.(pedi a demissão do cargo de direcção)
- A possibilidade de introduzir REALMENTE outras abordagens não farmacológicas nos nossos doente
Mas está a ser complicado...
sexta-feira, 21 de março de 2008
Dor de cabeça e aspirina
Sempre me revoltou, nas abordagens medicas em geral e nas psiquiatricas em particular, a admnistração medicamentosa automática,inquestionável e linear. Para um sintoma,um fármaco.Para um sintoma resistente,muitos fármacos,para baralhar ainda mais a questão.Perceber o sintoma é que não,dá muito trabalho..Ouvir o doente,com olhos de ouvir é que não se aprende nem quer aprender...Porque assumimos que os sintomas são resultado de disfunção bioquimica? Porque não compreendemos,que , sendo corpo e alma, mente e espirito,tudo se traduz como se em linguas diferentes,nas diversas esferas? Acreditar molemente que uma cefaleia que alivia com acido acetil salicilico se deve a carência do mesmo,é tudo menos pensamento (já não digo científico..)
Normolite again
encontrei este conceito já inventado e debatido por outros "cérebros", já de há uns anitos para cá...o que vem confirmar a minha tese de que nada é nossa propriedade...
Ora bem, já o grupo de Pierre weil tem vindo a trabalhar o conceito de "normose"..e grupos de autistas criaram com imenso sentido de humor um Instituto para "NORMOTÍPICOS"..Eh! Eh!!,que consideram ,apesar de constituirem a maioria dos seres humanos, ser gravemente doentes por partilharem uma forma alterada de pensamento, que nomeiam "delirio social"....
Enfim, muitos neuronios a porem em causa conceitos de normalidade...o que é prenuncio favorável para a saude mental do planeta
E um pequeno acontecimento sincronistico a põr a vossa consideração: encontrei hoje a mesma foto que inaugura actualmente este blog e que conheço há bastante tempo, a abrir outro blog que entretanto momentaneamente perdi,mas ligado as Artes e humanidades no ensino medico,assunto que tb me anda a interessar.( parece que o pensamento divergente e as potencialidades do hemisferio não dominante andam tambem a interessar outros neuronios....)
Ora bem, já o grupo de Pierre weil tem vindo a trabalhar o conceito de "normose"..e grupos de autistas criaram com imenso sentido de humor um Instituto para "NORMOTÍPICOS"..Eh! Eh!!,que consideram ,apesar de constituirem a maioria dos seres humanos, ser gravemente doentes por partilharem uma forma alterada de pensamento, que nomeiam "delirio social"....
Enfim, muitos neuronios a porem em causa conceitos de normalidade...o que é prenuncio favorável para a saude mental do planeta
E um pequeno acontecimento sincronistico a põr a vossa consideração: encontrei hoje a mesma foto que inaugura actualmente este blog e que conheço há bastante tempo, a abrir outro blog que entretanto momentaneamente perdi,mas ligado as Artes e humanidades no ensino medico,assunto que tb me anda a interessar.( parece que o pensamento divergente e as potencialidades do hemisferio não dominante andam tambem a interessar outros neuronios....)
sexta-feira, 14 de março de 2008
crise 2

penso que "crise" é antítese da doença, assumida e definida ,na medida em que a primeira DEFINE e apresenta subliminarmente uma solução, ao passo que doença inscreve-se no território da INDEFINIÇÃO ,como tal, de difícil solução
A crise é o pedido de ajuda, é o grito.
É a febre das doenças outras,do corpo. É o sinal de alerta de disfunções diversas.É o certo momento.
Se bem gerida, a crise dissolve parâmetros doentios e relembra caminhos de equilibrio ,
de forma a que o individuo em crise perceba os desencadeantes e os motivantes.
E se motive e se desncadeeie para alterar ambos.
É apaixonante trabalhar em crise e na crise.Porque se trata de criar mundos novos e relações diferentes.Acrescidas do saborear do erro,do conflito,e do erraneante cheiro do desconhecido.
Ensinar a viver a crise é uma gesto poético
Reflexões 3

Não vou ainda falar de crise. Vou apenas deixar escrita uma intenção outra: a de que ,neste "movimento", que sinto estar a tomar alguma forma,ningúem se atreva a tomar protagonismos.O processo terá orientações e lideranças mas nunca chefes de nada nem de ninguém. Toda a mudança é grupal, é feita de várias forças e energias e a falsa ideia de que há um deus ou uma deusa,refere-se apenas a histórias de fadas.
Agradeço a historiadores ou homens de memórias que contem ou recontem movimentos de mudança feitos apenas por uma pessoa ....( esqueçamo-nos de loucos.. e lembremo-nos apenas de mudanças significativas e/ construtivas)
Não compreendo porque ninguém comenta!!....Serão ainda resquícios da PIDE??
Don t worry.. Be free...
and if you can...BE HAPPY
and tell us something, about your feelings and doubts,about your dreams ans sorrows,about YOU!!
please....
crise

crise e intervenção de crise,sempre foram temas do meu interesse a nível geral, e nomeadamente na minha profissão.Este será um dos meus próximos tópicos de reflexão,e ,espero,de debate...
Não há crise sem mudança,tal como não há mudança sem crise. São os contornos evolutivos destes fenómenos que ditarão futuros.
segunda-feira, 10 de março de 2008
reflexões 2

continuando...
Sem retirar a necessidade,diria básica,quase de sobrevivência, de "nos " possuirmos, ou seja ,de sermos donos de nós próprios, na nossa face egóica ( o que nos personaliza e define ), o que me parece ser mais importante chegar é à nossa transcendência ( aquilo que não possuímos,porque é inerente a toda a natureza,aquilo que é partilhado,aquilo que é comum a todos,como o ar que respiramos numa sala,ou o mesmo sol que nos bronzeia na praia). Chamam-lhe de muitas coisas,desde "self" a alma,desde inconsciente a Deus,desde universo auto-consciente a budha.
Odeio nomes e definições,apenas jogo com elas.
"O essencial é invisível com os olhos" disse Saint-Exupery e disse Jesus e digo eu. Quem disse?
Aquilo que nos pode ajudar a seguirmos este curto percurso terrestre é sentirmos esta nossa dimensão. Para nos entendermos ,e também para nos originalizarmos (mas seguramente que alguem deste ou doutro planeta a utiliza ou utilizou...),chamemos-lhe supramental.
quatro cavaletes
Hoje fui comprar 4 cavaletes e 2 pranchas, para recomeçar as minhas "actividades plásticas..".nesta minha nova casa. O sótão é o que está mesmo a pedir, na intimidade e silêncio em que descansa. Andava há semanas para fazer isto,mas foi,penso,a mornice desta 2ª2ªfeira deste março, que não retrata o ditado, porque já são 4 da tarde e o verão ainda não chegou.
Acompanhando os meus pais a Carcavelos, depois de outro fim de semana épico, que depois realatarei, avancei para Alcabideche para a alta especializada loja de todos os mais variados e "esquisit" materiais e adereços para as nossas casinhas, com equipas de atendimento personalizado e super-competente, que todos conhecemos.
Diriji-me ao departamento de madeiras que estava sem vivalma. A todos os meninos com etiqueta na camisa e a todas as meninas de laçinho ao pescoço que vi, perguntei em vão quem atendia nas madeiras. Olhavam-me com olhar vago e distraído,ligeiramente bovino .Pensei que podia ser do clima enevoado, da ressaca do fim de semana, ou talvez do ambiente circundante rural , e consegui não me irritar. Entrei então dentro da serração ,onde conversavam plácidamente dois meninos. Aí, perguntei quem me podia atender sobre cavaletes. Cavaletes? respondeu um menino,dirigindo-se na minha direcção. Sim,cavaletes..respondi. Cavaletes?-continuou, com o mesmo olhar dos colegas. Sim,cavaletes.disse eu,um pouco mais alto
Depois de um silêncio que o outro menino não interrompeu, eu perguntei : Nâo sabe o que são?
Bem minha senhora,de facto... Olhe ,disse eu,venha comigo. Encaminhei-o então para uma enorme secção de diversos cavaletes,de várias formas,materiais e preços. "AH! O que a senhora quer é isto !" É,disse eu, têm agora outro moderno nome? Sem responder, foi-me mostrando com gestos os diversos modelos. OK,disse eu,só preciso de saber os preços e de pranchas de madeira de cerca de 120cm. Ao fim de largos minuto, vários papeis escritos e vários telefonemas,explicou-me que era "novo na casa" e ..etc...Entendi que a unica forma de me despachar era raciocinar em termos de preços :"Quais os mais baratos?" e lá o ajudei a verificar.
E as pranchas,onde estão-perguntei,já um pouco indecisa em relação a esta compra...
AH,as pranchas estão aqui,qtas quer? Bem,disse eu..qt custam as de 120cm? Só temos com 100cm e são a 12 euros,não,mas estão aqui 2 com 120cm e pouco mais caras-disse o menino.
É isso mesmo, estamos despachados,disse eu, ansiosa por sair daquele ambiente molenga,
incompetente e irritante.
Na caixa confrontei-me ,depois de uma longa fila de gente mal encarada, com uma conta de mais 80 euros do que contava..mas..comecei a dizer... "Tanto?" "Minha senhora, está aqui o que a senhora escolheu"..mais os 25 euros da entrega".. Eu tentava decifrar o enignma da conta, com a rapidez habitual mas que não foi a suficiente para o educado cavalheiro que me seguia na fila não começasse a bufar e logo de seguida a argumentar inteligencias...Olhei-o ao que ele fingiu ignorar, virou-se ,praguejando e enfiando-se noutra fila ainda maior ( o que confirmou os seus argumentos..), a caixa de mão aberta para receber o dinheiro, a irritação a fervilhar-me nas entranhas..Disse-: " Eu não estava a contar com este valor,deve haver algum engano!",ao que a caixa, argumentando ao mesmo estilo do vizinho da fila. " Ó minha senhora,são 4 canivetes e 2 pranchas de 120cm,certo?" . Aí,tive desculpa para desabafar,e dei uma enorme gargalhada.
Ficou tudo a olhar para mim e a afastar-se para a outra fila,receando seguramente que eu fosse alguma louca tresmalhada. "Vou chamar o meu coordenador , a senhora está a ofender-me e a causar distúrbios na nossa loja"-disse a brilhante caixa.Aí ,com uma vontadinha enorme de lhe dar um estalo e de sair, mas cheia de vontade de vir experimentar as aguarelas, disse: "Há um engano,mas eu vou pagar e depois esclareço ,quanto é"?,que era a unica coisa que ela queria ouvir,estúpida de nascença ou estupidificada pelo creativo trabalho.
Venho a esclarecer,depois de muitas antipatias e acusações ,e uma boa meia hora passada,que o experiente e competente rapaz que me tinha atendido, eficaz e personalizadamente, se tinha enganado em mais de 35 euros por prancha,a meu desfavor, e em cerca de 70 centimos por "canivete" eh!eh! ,a meu favor.Que grande país,que grandes serviços,que grandes pessoas que nos rodeiam!!...
Vim farta e irritada das tristes constatações.
Somos,sempre fomos,um povo preguiçoso,trapalhão,mal-disposto ,e mal educado. Não é do
Sócrates (só). E nesta 2ª2ªfeira deste março que não é marçagão, tudo isto me tirou a vontade de me iniciar na aguarela. Estes vírus contagiam...Vá lá que me deu para escrever e não para embirrar ou ir roubar para a estrada!..
Acompanhando os meus pais a Carcavelos, depois de outro fim de semana épico, que depois realatarei, avancei para Alcabideche para a alta especializada loja de todos os mais variados e "esquisit" materiais e adereços para as nossas casinhas, com equipas de atendimento personalizado e super-competente, que todos conhecemos.
Diriji-me ao departamento de madeiras que estava sem vivalma. A todos os meninos com etiqueta na camisa e a todas as meninas de laçinho ao pescoço que vi, perguntei em vão quem atendia nas madeiras. Olhavam-me com olhar vago e distraído,ligeiramente bovino .Pensei que podia ser do clima enevoado, da ressaca do fim de semana, ou talvez do ambiente circundante rural , e consegui não me irritar. Entrei então dentro da serração ,onde conversavam plácidamente dois meninos. Aí, perguntei quem me podia atender sobre cavaletes. Cavaletes? respondeu um menino,dirigindo-se na minha direcção. Sim,cavaletes..respondi. Cavaletes?-continuou, com o mesmo olhar dos colegas. Sim,cavaletes.disse eu,um pouco mais alto
Depois de um silêncio que o outro menino não interrompeu, eu perguntei : Nâo sabe o que são?
Bem minha senhora,de facto... Olhe ,disse eu,venha comigo. Encaminhei-o então para uma enorme secção de diversos cavaletes,de várias formas,materiais e preços. "AH! O que a senhora quer é isto !" É,disse eu, têm agora outro moderno nome? Sem responder, foi-me mostrando com gestos os diversos modelos. OK,disse eu,só preciso de saber os preços e de pranchas de madeira de cerca de 120cm. Ao fim de largos minuto, vários papeis escritos e vários telefonemas,explicou-me que era "novo na casa" e ..etc...Entendi que a unica forma de me despachar era raciocinar em termos de preços :"Quais os mais baratos?" e lá o ajudei a verificar.
E as pranchas,onde estão-perguntei,já um pouco indecisa em relação a esta compra...
AH,as pranchas estão aqui,qtas quer? Bem,disse eu..qt custam as de 120cm? Só temos com 100cm e são a 12 euros,não,mas estão aqui 2 com 120cm e pouco mais caras-disse o menino.
É isso mesmo, estamos despachados,disse eu, ansiosa por sair daquele ambiente molenga,
incompetente e irritante.
Na caixa confrontei-me ,depois de uma longa fila de gente mal encarada, com uma conta de mais 80 euros do que contava..mas..comecei a dizer... "Tanto?" "Minha senhora, está aqui o que a senhora escolheu"..mais os 25 euros da entrega".. Eu tentava decifrar o enignma da conta, com a rapidez habitual mas que não foi a suficiente para o educado cavalheiro que me seguia na fila não começasse a bufar e logo de seguida a argumentar inteligencias...Olhei-o ao que ele fingiu ignorar, virou-se ,praguejando e enfiando-se noutra fila ainda maior ( o que confirmou os seus argumentos..), a caixa de mão aberta para receber o dinheiro, a irritação a fervilhar-me nas entranhas..Disse-: " Eu não estava a contar com este valor,deve haver algum engano!",ao que a caixa, argumentando ao mesmo estilo do vizinho da fila. " Ó minha senhora,são 4 canivetes e 2 pranchas de 120cm,certo?" . Aí,tive desculpa para desabafar,e dei uma enorme gargalhada.
Ficou tudo a olhar para mim e a afastar-se para a outra fila,receando seguramente que eu fosse alguma louca tresmalhada. "Vou chamar o meu coordenador , a senhora está a ofender-me e a causar distúrbios na nossa loja"-disse a brilhante caixa.Aí ,com uma vontadinha enorme de lhe dar um estalo e de sair, mas cheia de vontade de vir experimentar as aguarelas, disse: "Há um engano,mas eu vou pagar e depois esclareço ,quanto é"?,que era a unica coisa que ela queria ouvir,estúpida de nascença ou estupidificada pelo creativo trabalho.
Venho a esclarecer,depois de muitas antipatias e acusações ,e uma boa meia hora passada,que o experiente e competente rapaz que me tinha atendido, eficaz e personalizadamente, se tinha enganado em mais de 35 euros por prancha,a meu desfavor, e em cerca de 70 centimos por "canivete" eh!eh! ,a meu favor.Que grande país,que grandes serviços,que grandes pessoas que nos rodeiam!!...
Vim farta e irritada das tristes constatações.
Somos,sempre fomos,um povo preguiçoso,trapalhão,mal-disposto ,e mal educado. Não é do
Sócrates (só). E nesta 2ª2ªfeira deste março que não é marçagão, tudo isto me tirou a vontade de me iniciar na aguarela. Estes vírus contagiam...Vá lá que me deu para escrever e não para embirrar ou ir roubar para a estrada!..
Reflexões
sobre individualismo e corporativismo..
Parece-me não ter havido ,na história dos homens,nenhuma mudança ou movimento significativos, em termos individuais. Tudo aquilo que "ficou na história" refere-se a algumas pessoas singulares,sim, mas isso por necessidades culturais (dar o nome a, definir o quê ), que a cultura a devir ,nomeadamente a sua vertente científica (física quântica, neurociências, biologia molecular..e outros palavrões) transformará em grupos ou movimentos de pessoas.
Quero dizer que me parece que não haverá futuramente a descoberta do Sr Einstein,nem o livro do Sr Maugham nem a sinfonia do Sr Bethoven e muito menos os milagres de Jesus.
Nenhum ser significativo o foi , sem os seus parceiros e sem os seus contextos.
Se é verdade que o objecto não existe sem sujeito, para mim constatação lapalissiana, então o que são observadores e actuantes? qual a diferença?
Quem faz o livro? O escritor,certo. Quem lhe atribui significado ?
De quem é a responsabilidade das palavras escritas e dos conceitos subjacentes? Acham que o Fernando Pessoa o foi ,desde que nasceu, só de bafo divino? Não me parece. Construiu-se como a pessoa que se deu a conhecer, pelos vários contextos que a vida lhe proporcionou, pelas várias relações com os outros que estabeleceu,pelas várias companhias e estímulos com que viveu,pelos vários livros que leu,com as mesmíssimas palavras e conceitos com que escreveu...
A palavra que escrevo,a ideia que penso, não são minha propriedade. Tal como cozinhar uma feijoada . Sei lá com quantas pessoas e em quantos livros de receitas eu colhi as informações necessárias para fazer "a minha feijoada"? Porquê "minha"?
OK!! É a forma única daquela feijoada feita naquele momento por aquela pessoa com aqueles ingredientes ! É a originalidade, a genialidade de se fazer a coisa certa no momento certo,com a dose certa de sal e de feijão. Mas isso não é singular nem divino. É a forma pura da natureza se manifestar,como a côr de uma borboleta ou o contorno de uma onda.
Quero dizer que as "nossas palavras" e as "nossas feijoadas" não nos pertencem, mas sim a um sem-número de fenómenos,pessoas e experiências.
Não estou a apregoar nenhuma filosofia nova barata e muito menos a reflectir sobre budismo e unicidade. Apenas me debruço num fenómeno humano ,que me apaixona desde a infancia,como tudo o que se trate de humanos e mentes, que é a sua necessidade de possuir ( nomes, casas, titulos,contas bancárias,mulheres,maridos,filhos..), de demarcar territórios, de ter marca. (não só como o carro e o cão)
Penso que se este engano filosófico fosse sanado, o mundo seria mais equlibrado e as pessoas mais felizes. Quem escreveu estas fantásticas palavras : "Eu sou eu e as minhas circunstancias"?
Lá está: queremos é saber QUEM foi o dono destas palavras, sem percebermos que elas são do mundo. Ele só as divulgou...Acho que se divulga melhor,na actualidade( uma ideia ou um conjunto de ideias ) em grupo ,em conjunto.
Um livro pode ser "meu",escrito "por mim",ok.Mas esse livro não terá qualquer significado sem o mundo participante,seja a escrever,seja a ler, que são duas actividades quase equivalentes...
Continuo...
Parece-me não ter havido ,na história dos homens,nenhuma mudança ou movimento significativos, em termos individuais. Tudo aquilo que "ficou na história" refere-se a algumas pessoas singulares,sim, mas isso por necessidades culturais (dar o nome a, definir o quê ), que a cultura a devir ,nomeadamente a sua vertente científica (física quântica, neurociências, biologia molecular..e outros palavrões) transformará em grupos ou movimentos de pessoas.
Quero dizer que me parece que não haverá futuramente a descoberta do Sr Einstein,nem o livro do Sr Maugham nem a sinfonia do Sr Bethoven e muito menos os milagres de Jesus.
Nenhum ser significativo o foi , sem os seus parceiros e sem os seus contextos.
Se é verdade que o objecto não existe sem sujeito, para mim constatação lapalissiana, então o que são observadores e actuantes? qual a diferença?
Quem faz o livro? O escritor,certo. Quem lhe atribui significado ?
De quem é a responsabilidade das palavras escritas e dos conceitos subjacentes? Acham que o Fernando Pessoa o foi ,desde que nasceu, só de bafo divino? Não me parece. Construiu-se como a pessoa que se deu a conhecer, pelos vários contextos que a vida lhe proporcionou, pelas várias relações com os outros que estabeleceu,pelas várias companhias e estímulos com que viveu,pelos vários livros que leu,com as mesmíssimas palavras e conceitos com que escreveu...
A palavra que escrevo,a ideia que penso, não são minha propriedade. Tal como cozinhar uma feijoada . Sei lá com quantas pessoas e em quantos livros de receitas eu colhi as informações necessárias para fazer "a minha feijoada"? Porquê "minha"?
OK!! É a forma única daquela feijoada feita naquele momento por aquela pessoa com aqueles ingredientes ! É a originalidade, a genialidade de se fazer a coisa certa no momento certo,com a dose certa de sal e de feijão. Mas isso não é singular nem divino. É a forma pura da natureza se manifestar,como a côr de uma borboleta ou o contorno de uma onda.
Quero dizer que as "nossas palavras" e as "nossas feijoadas" não nos pertencem, mas sim a um sem-número de fenómenos,pessoas e experiências.
Não estou a apregoar nenhuma filosofia nova barata e muito menos a reflectir sobre budismo e unicidade. Apenas me debruço num fenómeno humano ,que me apaixona desde a infancia,como tudo o que se trate de humanos e mentes, que é a sua necessidade de possuir ( nomes, casas, titulos,contas bancárias,mulheres,maridos,filhos..), de demarcar territórios, de ter marca. (não só como o carro e o cão)
Penso que se este engano filosófico fosse sanado, o mundo seria mais equlibrado e as pessoas mais felizes. Quem escreveu estas fantásticas palavras : "Eu sou eu e as minhas circunstancias"?
Lá está: queremos é saber QUEM foi o dono destas palavras, sem percebermos que elas são do mundo. Ele só as divulgou...Acho que se divulga melhor,na actualidade( uma ideia ou um conjunto de ideias ) em grupo ,em conjunto.
Um livro pode ser "meu",escrito "por mim",ok.Mas esse livro não terá qualquer significado sem o mundo participante,seja a escrever,seja a ler, que são duas actividades quase equivalentes...
Continuo...
domingo, 9 de março de 2008
intenções hoje
Criar um grupimagine
Escrever um livro com o Paulo,o Miguel,a Maria,o Nuno e outros ( experiencia da crise e crise da experiencia)
Restruturar projectos da Integra (com ou sem Integra)
Mais direi ..diremos..
Escrever um livro com o Paulo,o Miguel,a Maria,o Nuno e outros ( experiencia da crise e crise da experiencia)
Restruturar projectos da Integra (com ou sem Integra)
Mais direi ..diremos..
terça-feira, 4 de março de 2008
Normolite
Parece-me um nome apropriado para uma doença infecciosa muito comum na nossa sociedade ocidental, caracterizada pela seguinte sintomatologia:
-inicio insidioso , habitualmente no inicio da adultície
-incapacidade de utilizar termos ou opiniões raras
-utilização de vestuário,práticas e costumes já utilizados por parceiros
-horror ao estranho e impróprio
-rejeição e atribuição de insanidade a não normolíticos
-negação total de inovação
-negação total de creatividade
-aceitação total e acrítica de normas utilizadas por parceiros
A normolite está a atingir ,de um forma assustadora,a população jovem,o que não acontecia anteriormente. Esta era uma camada da população a que o vírus não resistia, dedicando-se a infectar os mais velhos e instalados,social e estatutariamente.
Estão a ser descobertos antídotos e vacinas para evitar a progressão deste flagelo.
-inicio insidioso , habitualmente no inicio da adultície
-incapacidade de utilizar termos ou opiniões raras
-utilização de vestuário,práticas e costumes já utilizados por parceiros
-horror ao estranho e impróprio
-rejeição e atribuição de insanidade a não normolíticos
-negação total de inovação
-negação total de creatividade
-aceitação total e acrítica de normas utilizadas por parceiros
A normolite está a atingir ,de um forma assustadora,a população jovem,o que não acontecia anteriormente. Esta era uma camada da população a que o vírus não resistia, dedicando-se a infectar os mais velhos e instalados,social e estatutariamente.
Estão a ser descobertos antídotos e vacinas para evitar a progressão deste flagelo.
domingo, 2 de março de 2008
Neste primeiro dia do resto da minha vida

criei este blog.
Com esta relação interactiva espero desenvolver a nossa amizade, alegria e um estado emocional novo,descoberto por mim há minutos,chamado sempressão ( inspirada numa conversa sobre feijão, panelas e depressão).
Sempressão é o antónimo de depressão,é o estado de se estar bem,em equlibrio de humor,sem estar nem deprimido nem euforico (hipomania ou mania,tambem estados de doença).
Espero ajudá-los e ajudar-me tambem a mantermo-nos semprimidos e sem comprimidos
Com esta relação interactiva espero desenvolver a nossa amizade, alegria e um estado emocional novo,descoberto por mim há minutos,chamado sempressão ( inspirada numa conversa sobre feijão, panelas e depressão).
Sempressão é o antónimo de depressão,é o estado de se estar bem,em equlibrio de humor,sem estar nem deprimido nem euforico (hipomania ou mania,tambem estados de doença).
Espero ajudá-los e ajudar-me tambem a mantermo-nos semprimidos e sem comprimidos
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